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sábado, 1 de junho de 2019
terça-feira, 5 de março de 2019
Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Epa, epa, esta frase é minha. Quero direitos autorais. O quê rapaz? Sim, isto mesmo que você ouviu, plagiador. De quê você está falando, meu senhor? Estou falando do plágio que você está fazendo de minha música? Qual música, caro amigo? Não me venha botando panos quentes, não, nunca fui seu amigo, nem o conheço. Tampouco, eu, o conheço, mestre. De onde saíste? Que insolente, inda diz que não me conhece. Mas de que está, o senhor, falando mesmo? Eu não já disse, rapaz? Você pegou uma frase de minha música para e colocou no seu livro. Mas, que frase meu, amigo? Se correr o bicho pega. Se ficar o bicho come. Este provérbio? Meu amigo isto é mais velho do que nós dois juntos. O quê? Sim, um provérbio português. Você deve estar brincando comigo. Mas, não é só isto, muita gente já o usou antes do senhor e de mim. Que história é esta agora? Você está querendo dizer que eu é que sou plagiador? Não, senhor, nunca. Nem eu, nem o senhor, somos plagiadores. Eu não lhe disse que isto é um provérbio português? Onde está o plágio?
domingo, 27 de janeiro de 2019
Brumadinho tá todo enroladinho, Vale a pena ver, enroladinho de lama. Vale correr prá ver. O vale correr. Oh, se vale. Tem boi na lama, tem, tem, tem. Tem boi na lama né da conta de ninguém. Tem boi na linha tem, tem, tem, nem que chova canivete, desta vez a Vale paga, meu bem. Ah, meus velhos tempos. Não corria tanta água, nem matava tanta gente.
terça-feira, 13 de novembro de 2018
sábado, 3 de novembro de 2018
Veleiro brigue, túmulo errante, onde vais por este espaço tormentoso? Oh, quisera eu, pelo sol, ser abrasada ou dilacerada pelas feras, minha terra. Oh doces sonhos. Que música suave ao longe soa! Olokun me valha, valei-me senhor dos mares, serenai as vagas procelosas. Ouvir o som. Os atabaques. Que me dizem eles? Irôko, Loko, eró, eró, Tempo, Tempo, Tempo, dai-me teu consolo.
quinta-feira, 11 de outubro de 2018
Valha-me Deus, senhor São Bento. Eu vou cantar meu barravento. Valha-me Deus, senhor São Bento. Buraco veio tem cobra dentro. Valha-me Deus, senhor São Bento, quando se vê cobra assanhada. O som do berimbau soa distante. Corre savanas. Vejo gente correndo atrás de irmãos, de flecha na mão. Cães latindo danadamente. Aqui passa uma jovem em abalada, seguida por uma matilha ensandecida. Os cães não sabem o que fazem, estão a mando de alguém. Para não ser dilacerada pelos caninos, ela sobem numa árvore. Os cães latem lá embaixo, ela segura firme no galho mais alto. Alguns dão pulos tentando subir na árvore, mas felizmente não conseguem. Ficam latindo até chegarem aqueles que a aprisionarão.
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